Carnaval acende alerta para testagem rápida da dengue

Em períodos de grande circulação de pessoas, a identificação precoce da doença é essencial para evitar agravamentos clínicos e sobrecarga assistencial

 

O Carnaval corresponde a um dos maiores eventos de massa do mundo, caracterizado por intensa mobilidade populacional, aglomerações prolongadas e circulação de pessoas entre diferentes regiões do país. Embora tradicionalmente associado a infecções respiratórias e ISTs, esse período também representa um cenário crítico para a disseminação de arboviroses, especialmente a dengue, com impacto direto sobre a ocupação hospitalar, a pressão por leitos e a demanda por diagnósticos rápidos.

 

Dados do Ministério da Saúde mostram aumento recente nos casos: na última semana epidemiológica de 2025 (21 a 27 de dezembro), foram registradas 11.785 ocorrências, com dois óbitos; já no período seguinte (28 de dezembro de 2025 a 03 de janeiro de 2026), o número subiu para 12.593, mas sem qualquer morte. No acumulado do ano, o Brasil somou 1.661.001 ocorrências e 1.786 óbitos.

 

No Brasil, o Carnaval ocorre em plena estação chuvosa em grande parte do território nacional – condição ideal para a proliferação do Aedes aegypti. A combinação entre aumento da densidade vetorial, deslocamentos intermunicipais e interestaduais e sobrecarga dos serviços de saúde cria um ambiente favorável para a amplificação da transmissão viral direta e indireta. Para gestores hospitalares, a identificação ágil da doença é estratégica para organizar fluxos assistenciais, otimizar recursos e evitar agravamentos clínicos. Nesse cenário, os testes rápidos ganham espaço na rotina de hospitais, laboratórios e serviços de urgência.

 

Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o teste rápido da Artron Lab permite a detecção da infecção na fase aguda por meio do antígeno NS1, além da identificação de anticorpos IgG e IgM, sendo uma ferramenta essencial tanto para a condução clínica quanto para a vigilância epidemiológica, principalmente em cenários de circulação simultânea de diferentes variantes.

 

Isso facilita a logística dos serviços hospitalares e possibilita respostas mais rápidas diante de aumentos inesperados da demanda, beneficiando os pacientes e contribuindo para a racionalização de leitos, exames e atendimentos, já que os primeiros sintomas da dengue – febre, cefaleia, mialgia, dor retro-orbital e mal-estar – podem ser facilmente confundidos com outras infecções virais comuns nesse período, como Influenza, Covid-19, zika ou chikungunya.

 

Já o resultado do exame sai em poucos minutos, característica considerada crucial para a tomada de decisão clínica em ambientes hospitalares. “O Carnaval é um momento de comemoração, mas também exige atenção à saúde e à organização dos serviços. A testagem rápida, por ser de fácil acesso e resultado quase imediato, orienta o diagnóstico logo no início da infecção, favorecendo a conduta médica, a prevenção de complicações e a melhor gestão de recursos assistenciais. Outro ponto importante diz respeito à vigilância epidemiológica, na qual a testagem rápida apoia as estratégias institucionais de monitoramento e enfrentamento da dengue”, argumenta Natália Strohmayer, especialista de produtos da Biomédica, empresa responsável pela comercialização do produto no Brasil.

 

Além da testagem rápida, a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, o uso de repelentes e a busca imediata por atendimento médico diante de sintomas como febre alta e dores no corpo e atrás dos olhos também são fundamentais, especialmente em períodos de intensa circulação de pessoas e maior pressão sobre os serviços hospitalares.