Cardiologista do HCNSC explica os riscos da pressão alta e alerta sobre a prevenção e o tratamento da doença silenciosa  

Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada 3 adultos em todo o mundo sofre com a hipertensão, mas desconhece o diagnóstico. Para falar sobre o tema, o cardiologista do Hospital de Clínicas Nossa Senhora da Conceição, Dr. Luís Senna, alerta sobre a importância de manter a pressão arterial controlada.

O médico explica que a hipertensão arterial é uma doença que ataca os vasos sanguíneos, coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins. Além disso, os sintomas são muito inespecíficos e, na grande maioria das vezes, a hipertensão é assintomática, por isso é considerada uma doença silenciosa. “O corpo avisa por meio de dores no peito e de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal”, pontua.

A doença envolve fatores genéticos e comportamentais do indivíduo como obesidade, histórico familiar, tabagismo, alcoolismo, estresse contínuo, consumo exagerado de sal, níveis altos de colesterol, má alimentação e sedentarismo. Outro ponto a destacar é que o número de casos aumenta com o avançar da idade e são maiores entre homens com até 50 anos, entre mulheres acima de 50 anos e em pessoas com diabetes. O sobrepeso e a obesidade podem acelerar em até 10 anos o aparecimento da doença.

O cardiologista do HCNSC ressalta que o diagnóstico deve ser estabelecido em mais de uma visita médica, geralmente de 2 a 3 visitas com intervalos de 1 a 4 semanas, dependendo do nível de pressão. Ele se dá em uma única visita se a pressão arterial do paciente estiver maior ou igual a 180/110 mmHg, popularmente chamado 18X11, e se houver evidência de doença cardiovascular.

“É preciso estar alerta às complicações mais graves associadas à hipertensão não tratada, como acidente vascular encefálico, que pode ser hemorrágico ou isquêmico, insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio, insuficiência renal aguda ou crônica, retinopatia que pode levar à cegueira definitiva e comprometimento dos próprios vasos sanguíneos”, aconselha Dr. Senna.

O médico destaca que o tratamento da HAS pode ser realizado com medicamentos anti-hipertensivos, como diuréticos tiazídicos e inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA), e por meio de mudanças nos hábitos de vida. “Praticar atividade física regular é fundamental para se manter saudável, enquanto aproveitar momentos de lazer é importante para aliviar o estresse rotineiro. Além disso, é primordial manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares, não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos, evitar alimentos gordurosos e controlar a diabete. Também é essencial abandonar o fumo e moderar o consumo de álcool”, explica.