Data criada em prol da conscientização acerca dos malefícios causados pelo uso de tabaco em suas diversas formas

O dia 29 de agosto marca o Dia Nacional do Combate ao Fumo e reforça a luta pela conscientização acerca dos riscos que o tabagismo pode trazer para o fumante. O hábito nocivo à saúde apresenta-se como a principal causa das incidências de câncer de pulmão, sendo o 4ª tipo de neoplasia mais comum entre os homens e o 3º mais recorrente entre as mulheres no Brasil.

Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo e sua indústria estão relacionados a 8 milhões de mortes por ano no mundo todo. De acordo com os dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2021, o câncer de pulmão foi a segunda neoplasia com mais óbitos entre homens e mulheres no Brasil, sendo a taxa de mortalidade correspondente a 15.987 e 12.977 registros, respectivamente.

O tabagismo é reconhecido pelas principais entidades de saúde ao redor do mundo como uma doença crônica que está relacionado a diversos tipos de câncer. O principal é o de pulmão, sendo o uso de cigarro o responsável pela morte de quase metade dos seus usuários e 1,2 milhões de mortes de não-fumantes expostos ao fumo passivo, conforme aponta o levantamento da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

“Além de aumentar a suscetibilidade de um organismo ao câncer de pulmão, garganta, entre outros, o tabagismo também está relacionado ao desenvolvimento de outras enfermidades, tais como tuberculose, úlcera gastrointestinal, impotência sexual, infecções respiratórias, entre outros” explica a Dra. Roseli da Rocha Brito, Pneumologista do Sabin Atibaia. O consumo do tabaco, em qualquer de suas formas, também pode aumentar significativamente a ocorrência de acidentes cerebrovasculares e ataques cardíacos letais.

De acordo com a Pneumologista do Sabin Atibaia, a grande maioria dos pacientes faz o diagnóstico nos estágios avançados da doença, ocasião em que tratamentos para cura ficam difíceis. Sintomas como tosse frequente, escarros com sangue, emagrecimento com ou sem dor torácica em tabagistas, devem ser valorizados.

“A principal medida preventiva contra o câncer é justamente não fumar ou parar com o hábito. O tabaco representa riscos à saúde em qualquer idade, mas possui maior pico de incidência de diagnósticos entre os 50 e 70 anos. Reforçar constantemente a periculosidade do tabagismo é necessário para que cada vez menos pessoas sejam acometidas pelo vício”, reafirma a Dra. Roseli da Rocha Brito.

Por fim, outro ponto importante é o dano ambiental causado pela indústria do tabaco e pelo descarte indevido de toneladas de cigarro por ano. Segundo a OPAS, todos os anos, o setor desmata mais de 600 milhões de árvores e 200 mil hectares de terra, além de usar 22 milhões de toneladas de água e emitir 84 milhões de toneladas de CO2.