Um estudo brasileiro sobre técnica de mastopexia em L — cirurgia que visa levantar e remodelar as mamas com cicatriz reduzida e diferenciada – acaba de ser publicado na mais importante revista de cirurgia plástica do mundo, a Plastic and Reconstructive Surgery. A pesquisa, realizada com 632 mulheres operadas, comprovou que a técnica é segura, com resultados previsíveis e permite o tratamento sistemático dos mais diversos tipos de mama, com complicações semelhantes a outras técnicas já solidificadas no mundo.

A cicatriz em L é feita com uma incisão em volta da aréola – com um pequeno corte na vertical e uma incisão na horizontal na parte de baixo das mamas – de aproximadamente 4 centímetros. A ausência de cicatriz entre as mamas não aumenta a cicatriz horizontal lateral, melhora o formato da parte interna das mamas e possibilita à mulher a escolha das suas roupas sem se preocupar com a marca.

“É um motivo de orgulho para nós que trabalhamos com a técnica há 20 anos. Nos últimos oito anos fizemos uma revisão com mais de 600 pacientes e permitiu a publicação deste trabalho que coloca uma lupa na cirurgia mamária brasileira. Devido às suas vantagens e benefícios comprovados, estamos levando a técnica ao maior número de colegas cirurgiões em todo o mundo e beneficiando as pacientes”, afirma o autor do estudo, o cirurgião plástico brasileiro Dr. Adel Bark Junior.

Segundo o cirurgião, o procedimento é feito em forma ‘multiplanos’. “A cirurgia trata a mama de forma diferente das tradicionais, pois separamos completamente o envelope cutâneo do tecido mamário e músculo, tratando esses componentes de forma independente e completa. Praticamente 100% dos pacientes têm uma desproporção entre o excesso de pele e excesso de tecido mamário e essa técnica permite chegar aos resultados ideais”, completa Adel.

Curso ensina a replicar a técnica – A mastopexia em L foi descrita pela primeira vez pelo cirurgião Hollander, em 1924, e posteriormente replicada por cirurgiões brasileiros na década de 80, com Antonio Roberto Bozola, e na década de 90, por Chiari Junior, mas por muitas décadas permaneceu pouco realizada, segundo Adel Bark Júnior “pela dificuldade de marcação pré-operatória e limitação do tratamento da parte interna das mamas, uma vez que não individualiza a pele e o tecido mamário”.

No entanto, após anos de estudo, o cirurgião plástico paranaense Dr. Adel Bark Jr. sistematizou pela primeira vez a realização da cirurgia de mastopexia com cicatriz em L e está multiplicando a técnica no mundo.

Terminou nesta quarta-feira (20), em Curitiba a 25ª edição do Curso de Mastopexia Multiplanos em L, que é o primeiro do mundo e reunirá cirurgiões de cinco diferentes países: Argentina, Peru, Colômbia, Espanha e também do Brasil.

“O curso traz uma técnica disruptiva que realmente faz muita diferença na cirurgia mamária, com um nível muito avançado. Além disso, abordamos também como oferecer ao paciente e colaboradores de clínicas de cirurgia plástica, um tratamento humanizado”, ressalta.

Entre os temas abordados estão “Simplificando a mastopexia em L”, “Princípios, marcação simplificada e técnica cirúrgica”, “Ascensão do sulco inframamário e Mastopexia Interna Customizada”, além da realização de cirurgias com cinco casos de pacientes.

O cirurgião traz em seu currículo mais de 3,5 mil cirurgias de mastopexia utilizando a cicatriz em L, sendo atualmente o método utilizado por ele em 100% das pacientes.

Com a sistematização da Mastopexia Multiplanos em L, mais de 250 cirurgiões brasileiros e de outros 11 países, já foram treinados em Curitiba e estão aplicando os conceitos para suas pacientes. “Mesmo em mamas volumosas e com grande ptose (queda) é possível, com a técnica multiplanos ”entregar a estabilidade e a cicatriz reduzida em L”, afirma o cirurgião curitibano.

 

Dados sobre mastopexia

A mamoplastia é a cirurgia plástica mais realizada em todo o mundo, com 1.6 milhão de procedimentos feitos ao ano, conforme aponta uma pesquisa divulgada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (2020).

O Brasil é o segundo país no ranking mundial de procedimentos estéticos, com 1.9 milhão de atendimentos ao ano, sendo as cirurgias 1.3 milhão, atrás apenas dos Estados Unidos. Em nosso país são registradas anualmente 172 mil plásticas para aumentar o tamanho das mamas, 25 mil para remover os implantes de silicone, 105 mil para reposicionar os seios e 72 mil redutoras, ainda conforme o levantamento da SICP.

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Imagem: Divulgação