FBH apresenta estratégias para fortalecer a gestão hospitalar durante o 12º Encontro do Administrador Hospitalar de Santa Catarina

Presidente Reginaldo Teófanes destacou atuação da Federação em representação institucional, qualificação da gestão e defesa jurídica para apoiar hospitais diante dos desafios do setor

 

A atuação da Federação Brasileira de Hospitais (FBH) em defesa da sustentabilidade da rede hospitalar brasileira esteve no centro da palestra do presidente da entidade, Reginaldo Teófanes, realizada nesta quinta-feira (16), durante o primeiro dia do 12º Encontro do Administrador Hospitalar (EAH), em Florianópolis (SC).

 

Diante de um público superior a 600 participantes, entre gestores hospitalares, dirigentes, lideranças institucionais e representantes do poder público, o presidente apresentou as principais frentes de atuação da Federação para apoiar os hospitais brasileiros na superação dos desafios atuais e na construção de uma gestão preparada para o futuro.

 

Promovido pela Associação dos Hospitais do Estado de Santa Catarina (AHESC) e pela Federação dos Hospitais e Entidades Filantrópicas de Santa Catarina (FHESC), o encontro reúne especialistas de todo o país para discutir liderança, transformação digital, inovação, sustentabilidade, segurança do paciente e os impactos das mudanças regulatórias sobre o setor hospitalar.

 

Durante a apresentação, Reginaldo Teófanes destacou que o cenário atual exige uma atuação institucional cada vez mais articulada. Segundo ele, a maior parte da rede hospitalar privada brasileira é composta por hospitais de pequeno e médio porte, que enfrentam desafios relacionados ao aumento dos custos assistenciais, à incorporação tecnológica, à escassez de profissionais especializados, à judicialização, ao subfinanciamento do SUS e ao avanço da regulação do setor.

 

“Os desafios da gestão hospitalar deixaram de ser problemas isolados de cada instituição. Eles exigem representação forte, qualificação permanente e atuação estratégica. É justamente nesse contexto que a FBH trabalha para oferecer suporte aos hospitais brasileiros, fortalecendo sua capacidade de adaptação e sustentabilidade”, afirmou o presidente da FBH.

 

Ao apresentar a atuação da Federação, Teófanes ressaltou que a entidade, que completa 60 anos, representa cerca de 4.500 hospitais privados e filantrópicos, participa das principais discussões regulatórias do setor, mantém assento no Conselho Nacional de Saúde, desenvolve estudos técnicos, promove capacitação de gestores e atua na defesa jurídica das instituições hospitalares.

 

FBH QUALIFICA

Um dos principais temas abordados foi o FBH Qualifica, programa nacional criado para apoiar hospitais no desenvolvimento contínuo da gestão institucional. A iniciativa foi apresentada como uma resposta ao aumento das exigências relacionadas à governança, segurança do paciente, acreditação, LGPD, sustentabilidade, tecnologia e qualidade assistencial, especialmente para hospitais que ainda não dispõem de metodologias estruturadas para evolução organizacional.

 

O programa contempla diagnóstico, elaboração de plano de melhoria, capacitação, avaliação e reconhecimento, abrangendo áreas como governança, assistência, experiência do paciente, processos, gestão financeira, infraestrutura, pessoas e sustentabilidade.

 

URV 3

Outro destaque da palestra foi a atuação jurídica da FBH na recuperação das perdas decorrentes da conversão da Unidade Real de Valor (URV), considerada uma das maiores mobilizações jurídicas da história do setor hospitalar. O presidente explicou que a Federação vem coordenando um trabalho técnico e jurídico voltado às instituições que prestaram serviços ao SUS entre 1994 e 1999, conduzindo todas as etapas do processo, desde a pesquisa documental até a execução das ações judiciais.

 

Teófanes também apresentou as principais pautas defendidas atualmente pela Federação junto aos Poderes Executivo e Legislativo, entre elas a atualização da Tabela SUS, os impactos da Reforma Tributária, a regulação da saúde suplementar, mecanismos de financiamento para o setor e os efeitos da proposta de alteração da jornada de trabalho 6×1 sobre o funcionamento dos hospitais.

 

“Nenhum hospital consegue enfrentar sozinho os desafios da saúde brasileira. A construção de uma rede hospitalar mais preparada passa pela união do setor, pela representação institucional e pela qualificação permanente da gestão. Esse é o compromisso que orienta a atuação da Federação Brasileira de Hospitais”, destacou Reginaldo Teófanes.

 

Ao encerrar a apresentação, o presidente reforçou que a missão da FBH é atuar onde, muitas vezes, os hospitais individualmente não conseguem chegar, promovendo articulação institucional, produção de conhecimento, defesa de interesses estratégicos e iniciativas voltadas ao fortalecimento da rede hospitalar brasileira diante das transformações que vêm redefinindo o setor.

 

Comunicação/FBH