FBH participa de debate internacional sobre o futuro dos hospitais inteligentes no Congresso Mundial da IHF

Vice-presidente Graccho Alvim Neto integrou painel com representantes do sistema de saúde britânico, em Seul, sobre tecnologia, colaboração e transformação da gestão hospitalar

 

A Federação Brasileira de Hospitais (FBH) ampliou sua participação nos debates internacionais sobre inovação e gestão hospitalar durante o 49º Congresso Mundial de Hospitais da Federação Internacional de Hospitais (IHF), realizado em Seul, na Coreia do Sul. Nesta quarta-feira (21), o vice-presidente da entidade, Graccho Alvim Neto, integrou o painel “Looking Ahead: Putting the SMART into Smart Hospitals”, dedicado às perspectivas e aos desafios dos hospitais inteligentes.

 

A sessão reuniu representantes de instituições estratégicas da saúde britânica e brasileira. Além de Graccho Alvim Neto, participaram Angela Oddio, do Departamento de Saúde e Assistência Social do Reino Unido (Department of Health and Social Care), e o professor Ged Byrne, do Serviço Nacional de Saúde da Inglaterra (National Health Service England – NHS England).

 

O debate teve como foco o potencial dos programas de hospitais inteligentes e as possibilidades de colaboração entre sistemas de saúde para ampliar seus resultados. A discussão integra uma agenda internacional que busca identificar caminhos para incorporar novas tecnologias à rotina hospitalar, aperfeiçoar processos e responder às crescentes demandas assistenciais.

 

“O conceito de hospital inteligente vai além da aquisição de equipamentos ou da digitalização de serviços. Envolve a integração de tecnologias, informações, processos e equipes para apoiar decisões, racionalizar recursos e melhorar a experiência do paciente. Nesse contexto, a transformação digital exige planejamento estratégico, governança, qualificação profissional e avaliação dos resultados alcançados”, frisou Graccho Alvim.

 

A participação de representantes do Brasil e do Reino Unido no mesmo painel também evidenciou a importância do intercâmbio de experiências entre diferentes sistemas de saúde. Embora cada país tenha características próprias de organização, financiamento e prestação de serviços, desafios como eficiência operacional, segurança do paciente e sustentabilidade hospitalar atravessam fronteiras e abrem espaço para a cooperação internacional.

 

Para a FBH, a presença de um integrante nesse debate representa uma oportunidade de acompanhar tendências, compartilhar perspectivas e fortalecer a interlocução da saúde hospitalar brasileira com lideranças internacionais. “A iniciativa está alinhada à necessidade de aproximar os hospitais nacionais das discussões sobre inovação, sem perder de vista as condições concretas de implementação e as particularidades do setor no Brasil”, complementa Alvim.

 

De acordo com ele, a tecnologia, nesse cenário, precisa estar vinculada a objetivos assistenciais e gerenciais bem definidos. A adoção de soluções digitais deve contribuir para qualificar o cuidado, aprimorar a gestão e promover o uso mais eficiente dos recursos disponíveis. O desafio consiste em transformar o potencial da inovação em benefícios mensuráveis para as instituições, os profissionais e, sobretudo, os pacientes.

 

Realizado de 20 a 22 de outubro, em Seul, o 49º Congresso Mundial de Hospitais reúne lideranças, executivos e especialistas de diferentes países para discutir os caminhos da saúde contemporânea. Sob o tema “Global Learning, Local Action for Every Patient” — aprendizado global, ação local em benefício de cada paciente —, o encontro promove o compartilhamento de experiências e a construção de soluções para desafios comuns aos sistemas hospitalares.