A endocardite é uma doença que atinge anualmente de 3 a 10 pessoas a cada 10 mil indivíduos

A endocardite infecciosa (EI) é uma doença grave que acomete o revestimento interno do coração, podendo ser fatal. Ela afeta de 3 a 10 pessoas a cada 10 mil indivíduos por ano na população em geral. Os tratamentos atuais incluem novos antibióticos e técnicas cirúrgicas, que oferecem esperança para os pacientes que sofrem com o problema. A endocardite é causada por bactérias, fungos ou outros microrganismos que entram na rede sanguínea e se alojam nas válvulas cardíacas, causando inflamações. “Este problema pode acarretar repercussões negativas no corpo, como febre, fadiga, perda de peso, dor no peito e dificuldade para respirar”, explica Cláudio Magalhães Rangel, cardiologista e coordenador da Comissão de Residência Médica da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, um dos principais hubs de saúde de excelência do país.

Essas bactérias são identificadas por meio de exame de sangue e ecocardiograma, que funciona como uma espécie de ultrassom do coração, ajudando a verificar se há alguma alteração nas válvulas cardíacas, como coágulos, por exemplo. “Dependendo do caso, também são solicitados tomografia ou ressonância para um diagnóstico mais preciso”, afirma o especialista.

O tratamento é realizado por meio de administração de antibióticos. Nos casos em que esses medicamentos não são suficientes para neutralizar as bactérias, a cirurgia é uma opção. “Atrasar o diagnóstico pode acarretar complicações importantes, como regurgitação valvar – que ocorre quando uma válvula malformada impede o fluxo correto do sangue -, insuficiência cardíaca, embolia e sepse”, afirma o especialista.

Prevenção

Muitos não sabem, mas manter uma higiene bucal saudável é fundamental para evitar problemas como a endocardite. Por isso, uma das principais recomendações, segundo o médico, é seguir com acompanhamento odontológico frequente, evitar fazer as refeições com dentes danificados, careados, e tratar rapidamente uma infecção urinária ou qualquer curativo em feridas ou machucados pelo corpo. “Nos procedimentos bucais, especialmente na gengiva, que tende a sangrar, é indispensável o uso de antibiótico, com pelo menos uma hora de antecedência, para evitar infecções”, finaliza o médico.