Evento reúne autoridades e lideranças da saúde para discutir sustentabilidade, inovação, financiamento e os caminhos para o futuro do setor
O presidente da Federação Brasileira de Hospitais (FBH), Reginaldo Teófanes, participou, nesta terça-feira, 18, da solenidade de abertura do 34º Congresso Nacional da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos (CMB), realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. Com o tema “Saúde: A Escolha que Transforma o País”, o congresso reúne, até a próxima quinta-feira, 20, dirigentes hospitalares, gestores, especialistas, representantes do poder público e lideranças do setor filantrópico para discutir os principais desafios e oportunidades da saúde brasileira.
A programação de abertura foi marcada pela Palestra Magna “Saúde: A Escolha que Transforma o País”, conduzida pelo palestrante Daniel Keller, com moderação do presidente da CMB, Flaviano Feu Ventorim, e da vice-presidente da entidade, Dora Nunes. Na sequência, o congresso abriu espaço para o debate sobre as perspectivas para a saúde no cenário eleitoral, com painel dedicado à apresentação de propostas para o setor pelos candidatos à Presidência da República.
Ainda no primeiro dia, os participantes acompanharam debates sobre gestão estratégica de recursos na saúde filantrópica, com foco em planejamento orçamentário, execução de recursos públicos e operacionalização de emendas parlamentares. A agenda também contemplou discussões sobre inovação na saúde, incorporação de tecnologias e os desafios relacionados às transformações nas relações de trabalho nos hospitais filantrópicos.
Para Reginaldo Teófanes, a participação da FBH em um encontro dessa dimensão reforça a importância da atuação integrada das entidades representativas da saúde na construção de soluções para os desafios estruturais do setor.
“A sustentabilidade da saúde brasileira passa necessariamente pela capacidade de dialogarmos, de forma madura e institucional, sobre financiamento, gestão, inovação e segurança jurídica. Eventos como o Congresso da CMB são importantes porque aproximam as diferentes lideranças do setor e permitem transformar diagnósticos em propostas concretas. A saúde precisa ser compreendida como uma escolha estratégica do país, porque cada decisão tomada hoje repercute diretamente na qualidade e na continuidade da assistência oferecida à população”, afirma o presidente da FBH.
Inovação, sustentabilidade e futuro da saúde
A programação do 34º Congresso da CMB prossegue nesta quarta-feira, 19, com uma agenda voltada especialmente à inovação, transformação digital, governança e sustentabilidade econômico-assistencial.
Entre os destaques está o painel “Conexão que Transforma: Inovação e Geração de Valor na Saúde”, que discutirá maturidade digital, adoção de novas tecnologias e uso estratégico de dados para qualificar a gestão e os resultados assistenciais.
Também estão previstos debates sobre gestão em saúde e escolhas que impactam vidas, saúde suplementar, saúde mental, qualidade assistencial, pesquisa clínica, segurança do paciente e sustentabilidade do cuidado.
Outro eixo de destaque será a discussão sobre os impactos da Reforma Tributária na saúde filantrópica, tema que envolve diretamente a sustentabilidade das instituições e sua capacidade de manter a oferta de serviços à população.
Entre os debates previstos para o dia está ainda a discussão sobre o futuro da saúde brasileira até 2030, reunindo representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). A programação também contempla painéis voltados à inteligência artificial, protocolos clínicos, pesquisa e geração de valor em saúde.
Na quinta-feira, 20, último dia do congresso, a agenda inclui novos painéis presidenciáveis, apresentação do Ministério da Saúde e encerramento oficial do evento.
Além da agenda de conteúdo, o congresso apresenta uma nova configuração. A edição de 2026 adotou um formato integrado, concentrando a programação científica, fóruns temáticos e feira de negócios em um único ambiente.
O centro dessa proposta é a Arena 360, estrutura que permite a realização de apresentações simultâneas com utilização de fones de ouvido, enquanto os momentos institucionais e plenários utilizam áudio aberto.
Segundo a organização, o modelo busca ampliar a circulação dos participantes e favorecer a conexão entre gestores, lideranças hospitalares, fornecedores e parceiros estratégicos. A proposta transforma o congresso em uma experiência contínua de conteúdo, relacionamento e geração de negócios ao longo dos três dias.