Com resolutividade de 82% modelo de saúde cresce entre empresas no Brasil
A telemedicina corporativa tem se consolidado como porta de entrada para o cuidado em saúde nas empresas brasileiras. Dados proprietários da Salvia Saúde Corporativa mostram que o serviço já atende mais de 355 mil vidas ativas em 99 clientes corporativos, com 18.754 consultas realizadas entre janeiro de 2025 e março de 2026.
Um dos indicadores que chama a atenção é a capacidade de resolutividade do atendimento remoto: 82% dos casos não precisaram de consulta presencial, o que representa mais de 16 mil atendimentos físicos evitados no período analisado.
Além de ampliar o acesso à saúde, o serviço também impacta diretamente a produtividade das empresas, com a redução de deslocamentos, o acesso mais rápido ao cuidado e a resolutividade em níveis iniciais evitam afastamentos e diminuem o tempo improdutivo dos colaboradores. Segundo os dados da Salvia, a telemedicina contribuiu para a preservação de mais de 60 mil horas produtivas, além de gerar economia superior a R$ 3,3 milhões em custos assistenciais.
Outro dado relevante para o mercado corporativo é o comportamento de uso: 29,4% dos atendimentos ocorrem fora do horário comercial, indicando que a solução atende uma demanda real de acesso imediato ao cuidado.
De acordo com a diretora de operações da Salvia, Daniela Parizotto, o modelo tem mudado a forma como as empresas organizam o cuidado com a saúde dos colaboradores. “A telemedicina deixou de ser apenas uma alternativa emergencial e passou a ser um componente estratégico da gestão de saúde nas empresas. Quando conseguimos resolver a maior parte dos casos de forma rápida e remota, evitamos deslocamentos desnecessários e ampliamos o acesso ao cuidado”, afirma.
Os dados também indicam alto nível de satisfação dos usuários: o serviço registra NPS de 90, com 87% de recomendação entre os colaboradores atendidos.
Entre os principais motivos de consulta estão doenças respiratórias (34%), condições gastrointestinais (14%) e demandas administrativas relacionadas à saúde (8%).
Segundo Parizotto, o crescimento da telemedicina está ligado à mudança no comportamento das organizações e dos trabalhadores. “Hoje as empresas buscam soluções que tragam acesso, resolutividade e impacto real em saúde populacional. A telemedicina se tornou um eixo estruturante para isso”, comenta a Diretora.
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