Com as novas ondas de COVID e a proximidade das férias e viagens, a venda de testes de COVID teve um novo aumento. Segundo a FirstLab, de São José dos Pinhais (PR), que fornece produtos e equipamentos para Laboratórios de Análises Clínicas, a venda de testes rápidos chegou aos patamares do ano de 2021, com uma maior procura no Estado de São Paulo. Novembro deste ano teve um crescimento de 575% com relação ao terceiro trimestre do mesmo ano. Enquanto no mês de outubro a venda foi de 12 caixas (com 20 testes cada), em novembro, ela subiu para 341 caixas.

Diante da flexibilidade do aumento de casos, é importante farmácias e laboratórios manterem o estoque dos testes em dia. E mesmo com as diferentes cepas, o teste se mantém o mesmo desde o início da pandemia. Isso porque eles detectam o antígeno do nucleocapsídeo (proteína N) que fica na parte interna dos vírus. “As variantes de preocupação sofreram mutações na proteína Spike, aqueles espinhos que ficam na parte externa do vírus que se ligam aos receptores das nossas células. Dessa forma, não houve alteração de performance dos testes rápidos atuais frente às variações que surgiram até o momento. Espera-se que futuras novas variantes de preocupação não sofram alterações no nucleocapsídeo, fazendo com que os testes atuais consigam continuar detectando com a mesma performance, sem necessidade de alteração”, explica Viviane Côrtes Ceschim, Assessora Científica FirstLab.