Vice-presidente da FBH destaca modelo brasileiro de saúde e oportunidades de cooperação internacional em cimeira ibérica

Vice-presidente da FBH destaca modelo brasileiro de saúde e oportunidades de cooperação internacional em cimeira ibérica

Graccho Alvim representou a Federação Brasileira de Hospitais em evento que reuniu lideranças da saúde privada de Portugal e Espanha

A complementaridade entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a saúde suplementar, o protagonismo da rede hospitalar privada na assistência à população e as oportunidades de cooperação internacional estiveram no centro da participação da Federação Brasileira de Hospitais (FBH) na V Cimeira Ibérica – APHP & ASPE, realizada nesta quinta-feira (18), em Portugal.

Representando a FBH, o vice-presidente Graccho Alvim foi um dos palestrantes do encontro promovido pela Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) e pela Aliança da Saúde Privada da Espanha (ASPE), que reuniu especialistas, gestores e representantes institucionais dos três países para debater os desafios e as perspectivas dos sistemas de saúde.

Durante sua apresentação, intitulada “Os desafios do sistema de saúde privada no brasil e possíveis interações entre Portugal, Espanha e Brasil ao nível da saúde”, Alvim destacou a singularidade do modelo brasileiro, construído para atender uma população superior a 212 milhões de habitantes em um território de dimensões continentais, marcado por profundas diferenças regionais e socioeconômicas.

“O Brasil opera um dos sistemas de saúde mais complexos do mundo. Pensar saúde no país significa lidar simultaneamente com diferentes realidades epidemiológicas, desafios logísticos e desigualdades regionais. Ainda assim, construímos um modelo que busca garantir acesso universal à assistência e que tem na cooperação entre os diversos atores um dos seus principais pilares”, afirmou.

O vice-presidente ressaltou o marco representado pela Constituição Federal de 1988, que transformou a saúde em um direito universal e deu origem ao Sistema Único de Saúde. Segundo ele, a dimensão alcançada pelo SUS faz do Brasil uma referência internacional em áreas como vacinação e transplantes de órgãos.

Graccho Alvim enfatizou o papel estratégico da rede hospitalar privada e filantrópica para a sustentabilidade do modelo assistencial brasileiro. evidenciou a integração entre os setores público e privado.

O dirigente apresentou ainda dados do setor hospitalar brasileiro e destacou a relevância da saúde suplementar, responsável pela cobertura de aproximadamente 55 milhões de brasileiros.

Ao abordar as possibilidades de cooperação entre Brasil, Portugal e Espanha, Alvim apontou áreas estratégicas para intercâmbio de experiências e desenvolvimento conjunto de soluções, como transformação digital, inteligência artificial aplicada à saúde, envelhecimento populacional, formação profissional e gestão hospitalar.

“Os desafios que enfrentamos são cada vez mais globais. Nenhum país possui sozinho todas as respostas. O fortalecimento do diálogo internacional permite compartilhar experiências, acelerar inovações e construir soluções mais eficientes para os sistemas de saúde”, afirmou.

Durante a apresentação, o vice-presidente também destacou o papel da Federação Brasileira de Hospitais, que em 2026 completa 60 anos de atuação em defesa do setor hospitalar. A entidade desenvolve ações voltadas à qualificação da gestão, capacitação de profissionais, produção de estudos técnicos, articulação política e fortalecimento institucional dos hospitais brasileiros.

Para Graccho Alvim, a participação da FBH em fóruns internacionais reforça a importância da cooperação como ferramenta para enfrentar os desafios contemporâneos da assistência à saúde.

“O intercâmbio internacional amplia horizontes, aproxima realidades e fortalece os sistemas de saúde. Brasil, Portugal e Espanha têm muito a aprender e a construir juntos em benefício dos pacientes e da sustentabilidade da assistência”, concluiu.